
Não sei quem sou, que alma tenho.Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...Sinto crenças que não tenho.Enlevam-me ânsias que repudio.A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me pontatraições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho.Sinto-me múltiplo.Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticosque torcem para reflexões falsasuma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor,eu sinto-me vários seres.Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente,como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?),por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço.
"Fernando Pessoa"




naum posso nem devo contestar com Fernando pessoa, mas de thy, eu posso dispor, impor, repor, pq esse homem menino de alma de gigante, de cara de moleque de atitudes enormes, de um olhar que me desnuda, me invadi, me encanta me deixa muda, que bota no chinelo o grande pequeno Fernado Pessoa, pq thy é meu gracicilano ramos vivendo no hoje, tranformando vidas sêcas em pastagens verdes, kkkkk afffff como adro vc minino...cy lopes...
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